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Pesquisador de Sorriso é indicado ao Prêmio Personagem Soja Brasil

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“Canal Rural e Aprosoja realizam a 12ª edição do Personagem Soja Brasil e pesquisador de Sorriso é um dos indicados”

 

O prêmio Personagem Soja Brasil 2024, já é realizado há 12 temporadas, para reconhecer cientistas e produtores rurais que contribuíram para o desenvolvimento sustentável da principal commodity agrícola do país: a soja. Nesta temporada vai eleger aqueles que foram destaques na safra 23/24.

O objetivo do prêmio é prestar uma homenagem aos profissionais do campo e também aos pesquisadores que atuam nos laboratórios, que desenvolvem estudos e pesquisas, no intuito de ajudar os agricultores, criando novas variedades ou tratamentos contra pragas e doenças. Bem como aqueles que adotam práticas de manejo eficiente e sustentável, visando alcançar maiores produtividades.

Segundo a Conab, nesta safra 23/24 a produção de soja brasileira deve atingir 162,4 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 4,2% em relação à safra anterior, que foi estimada em 155,6 milhões de toneladas.

O Prêmio Personagem Soja Brasil é uma realização do Canal Rural e da Aprosoja e também conta com a parceria da Embrapa. O objetivo é reconhecer a importância e trajetória de quem tanto contribui para o desenvolvimento da soja brasileira, destacando a trajetória de êxito de pesquisadores e produtores que, ao longo de décadas, deixaram notáveis marcas na cadeia produtiva da oleaginosa.

Pesquisador de Sorriso é indicado ao prêmio

 

O engenheiro agrônomo, Eder Novaes Moreira, pesquisador na área de fito patologia da Fitolab é um dos indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil 23/24.

Em contato com a agricultura desde criança por meio da atuação do avô, Moreira entrou no colégio agrícola em Itapetininga, interior de São Paulo, aos 14 anos. Depois, fez graduação em engenharia agronômica em Santa Catarina.

Posteriormente, no Rio Grande do Sul, passou a trabalhar na parte de fitopatologia. Logo depois, realizou parte do doutorado em Viçosa, Minas Gerais. Após isso, concluiu a especialização e fez o pós-doutorado nos Estados Unidos.

A votação para o prêmio máximo da soja está disponível, desde o dia 12 de março, tanto na categoria Voto Popular como na Comissão Julgadora.

Trabalho em Mato Grosso

Entre 2006 e 2007, Moreira se mudou para Mato Grosso para trabalhar no estado símbolo do agronegócio brasileiro.

“Fui professor durante dez anos em Sorriso. Também comecei a trabalhar na parte da pesquisa e produção, passando a entender melhor os desafios, gargalos na parte de fitopatologia e em como ajudar melhor o agricultor, trazendo ferramentas e uma visão mais prática que some ao homem do campo”.

O pesquisador conta que o grande foco de seu trabalho é a prevenção de epidemias na soja e nas demais culturas. “Trabalho com manejo integrado desde a escolha da variedade até chegar na parte do controle químico, ou seja, toda a estratégia de controle”.

Moreira lembra que, antigamente, os produtores rurais faziam o manejo de suas lavouras de forma totalmente uniforme, mas a pesquisa mostrou que essa não é a estratégia correta, já que uma variedade é diferente da outra.

“Então começamos a mostrar para o agricultor que ele tinha de trabalhar em uma variedade mais doente de forma diferente porque, do contrário, ele perderia mais. Isso porque quando ele usava a mesma estratégia de controle dentro da fazenda estava perdendo dinheiro”.

O pesquisador lembra que outro marco da carreira foi no trabalho de resistência a doenças na soja, principalmente de mancha-alvo. “O agricultor estava usando ferramentas de controle que já não tinham mais eficiência”. Segundo ele, o produtor que não tem planejamento está sujeito a mais erros. “Já o que sabe o que e como vai plantar, os tipos de variedades, o escalonamento, é mais assertivo. O segundo passo mais importante é fazer com capricho. De nada adianta ter as melhores tecnologias se não usá-las bem”.

Para o pesquisador da Fitolab, o produtor precisa ter sempre em mente que errar custa caro e que fazer o “arroz com feijão” bem feito, ou seja, técnicas de plantio direto e escalonamento de variedades, entre outras semelhantes, são a melhor forma de obter sucesso na lavoura.

Confira a história do pesquisador no vídeo:

https://youtu.be/DGEYJ1bd4Y4

 

Fonte: Assessoria CAT/ Canal Rural