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Produtores recebem incentivos por serviços ambientais

O grupo de produtores rurais do CAT Sorriso, Gente que Produz e Preserva, tem como objetivo mobilizar agricultores a aderir ao processo de certificação de soja de maneira ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável, aumentando a eficiência na gestão das propriedades e a competitividade no mercado. A associação certifica os produtores por meio do Padrão RTRS de Produção de Soja Responsável, que busca promover a produção do comércio e o uso da soja.

“Nosso intuito é valorizar a produção de soja em média e larga escala, sob a diretriz da RTRS, promovendo boas práticas agrícolas, assegurando o atendimento ao padrão de produção mundial e garantindo que a soja seja produzida e comercializada de forma sustentável”, afirma Darci Ferrarin Junior, presidente do CAT Sorriso.

Segundo Cid Sanches, consultor externo da RTRS no Brasil, o projeto é a comprovação de que a certificação RTRS em grupo é uma ferramenta para o crescimento de soja certificada no Brasil, já que os produtores podem se unir e solicitar um certificado único, que abrange todos os domínios, compartilhando os custos das avaliações e gerando um movimento de aprendizagem contínua entre as fazendas.

O Padrão de Produção RTRS tem como diretrizes de verificação 5 princípios – Cumprimento da Legislação e Boas Práticas Empresariais, Condições de Trabalhos Responsáveis, Relações responsáveis com a Comunidade, Responsabilidade Ambiental e Boas Práticas Agrícolas, agrupados em 106 indicadores de cumprimento progressivos – imediatos, de curto prazo (1 ano após certificação inicial) e de médio prazo (3 anos após a certificação inicial).

O projeto ainda incentiva o agricultor por produzir de forma social e correta, isso porque quem faz parte do programa recebe um incentivo pelos serviços ambientais: cada tonelada de grão físico produzido equivale a um crédito RTRS pelo apoio à soja produzida de forma responsável, que é comercializado entre o produtor e a demanda, e registrado na plataforma online que brinda RTRS para conectar os atores da cadeia de fornecimento de soja. O CAT Sorriso é o gestor deste grupo e auxilia no processo repassando o valor total ao produtor.

Para Cristina Delicato, coordenadora de Projetos e Eventos do CAT Sorriso, uma fazenda certificada, além de receber apoio financeiro pela venda dos créditos, ganha muito com a gestão, que de certa forma se transforma em mais economia nos processos e rentabilidade.

“Até agora, já são mais de 180 mil hectares de área certificada RTRS ou em processo de certificação, cerca de 200 agricultores familiares abordados para a implantação das cadeias de produção de alimentos e mais de 2 milhões de dólares em créditos de soja certificada”, explica Dudy Paiva, vice-presidente do CAT Sorriso.

 

Mas afinal, como obter o Padrão de Produção RTRS?

Para obtê-la, 5 passos básicos devem ser seguidos. Confira abaixo:

  1. Diagnóstico: nesta etapa, identifica-se a atual situação da fazenda em relação aos requisitos do Padrão de Produção RTRS;

 

  1. Comprometimento: o produtor precisa estar disposto a monitorar e anotar todos os processos e rotinas a fim de gerar evidências a serem compartilhadas nas auditorias internas e externas;

 

  1. Planejamento: a elaboração de um planejamento estratégico é importante para traçar prioridades das melhorias necessárias diagnosticadas;

 

  1. Implementação: é fundamental que o produtor esteja aberto as implementações e que defina a equipe que irá auxiliá-lo;

 

  1. Auditoria Externa: Certificadoras acreditadas na verificação do Padrão de Produção RTRS são contratadas para a verificação dos cumprimentos ao Padrão e a emissão do certificado de conformidade.

Com a certificação, os produtores passam a contar com diversas vantagens administrativas (indicador de gestão e aumento da produtividade e da eficiência da operação), econômicas (redução de despesas com seguros de acidentes de trabalho devido a redução do índice e oportunidade de acesso ao mercado internacional), sociais (motivação dos funcionários em prol de melhorias contínua e melhor relação com a comunidade) e ambientais (melhoria da qualidade do solo e da água, melhor gestão de resíduos e menor índice de poluição).

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