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Palestra apresenta como funcionam os Sistemas Agroflorestais (SAF)

A palestra sobre os Sistemas Agroflorestais foi apresentada durante o Seminário “O Agro e o Desenvolvimento no Coração de Mato Grosso”, promovido pelo CAT Sorriso.

 

O agronegócio moderno tem passado por diversas modificações, na busca de se produzir mais e com mais qualidade, mas principalmente para proporcionar maior rentabilidade para o produtor agricultura sustentável. Estes sistemas têm sido explorados principalmente em pequenas áreas, como os assentamentos rurais para recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e áreas de reserva legal. Mas também são possíveis em grandes áreas, com planejamento e execução adequados.

 

Sistemas Agroflorestais são possíveis em grandes áreas, porém, com planejamento e execução adequados.

 

Uma sigla que vem sido utilizada constantemente, são os SAFs, que chama a atenção por ser diferente, mas que nada mais são do que Sistemas Agroflorestais que unem a agricultura com a floresta e que podem trazer melhorias sociais, econômicas e ambientais.

Os SAFs são utilizados para promover a recuperação ambiental, que podem se basear na sucessão ecológica, que são muito parecidos aos ecossistemas naturais, em que árvores exóticas ou nativas são consorciadas com culturas agrícolas, trepadeiras, forrageiras, arbustos, de acordo com um arranjo espacial e temporal pré-estabelecido, com alta diversidade de espécies e interações entre elas.

Evento contou com produtores, estudantes e pesquisadores

Pensando em proporcionar mais conhecimento sobre o tema para produtores e estudantes, a Associação Clube Amigos da Terra –  CAT promoveu o Seminário “O Agro e o Desenvolvimento no Coração de Mato Grosso”,  e entre os palestrantes esteve o engenheiro florestal, Diego Antônio, analista ambiental da Embrapa Agrossilvipastoril, que apresentou dados sobre o desenvolvimento dos sistemas agroflorestais, como podem ser aplicados e os resultados esperados.

 “Essa palestra sobre sistema agroflorestal é de suma importância porque temos vários produtores, tanto do agronegócio, quanto da Agricultura Familiar que precisam recuperar suas APPs e áreas de reserva legal. Estamos aí, praticamente, com dois mil hectares do passivo ambiental, em assentamentos,  principalmente na área do Assentamento do Jonas Pinheiro E para nos auxiliar e falar um pouquinho sobre essa temática, trouxemos o professor Diego da Embrapa  Agrossilvipastoril, para falar desse tema. Entre os convidados produtores e crianças também que estão vindo para entender essa iniciativa como importante para o nosso município”, afirmou a coordenadora do CAT, Cristina Delicato.

SAFs podem ser utilizados para recuperação de áreas

e trazer mais rentabilidade ao produtor,

além de contribuir para o desenvolvimento sustentável.

 

Os SAFs podem ser realizados através de plantios de sementes e/ou de mudas e podem gerar retorno ao produtor, permanentemente e em diversos estratos. Os SAFs otimizam o uso da terra, conciliando  a preservação ambiental com a produção de alimentos, conservando o solo e diminuindo a pressão pelo uso da terra para a produção agrícola. E segundo o palestrante Diego, os SAFS podem ser utilizados como uma estratégia para restaurar florestas e recuperar áreas degradadas, devendo sempre que possível, ser acompanhadas do uso de Boas Práticas Agrícolas visando garantir a conservação do solo e da água.

 

 

 

Uma das vantagens do SAF é a preservação do solo, por conta da constante presença de culturas na área.

 

Importância dos SAFs para a preservação do solo e do meu ambiente

Diego fez uma apresentação explicando para produtores, estudantes e pesquisadores sobre o que são os SAF e em quais situações podem ser utilizados.

“Sistemas agroflorestais ou SAFs, são sistemas de produção onde necessariamente a gente tem que ter o consórcio de culturas anuais ou frutas com árvores, ou pecuária. Vale ressaltar que existem vários sistemas dentro dos SAFS, que seriam os sistemas de plantio silvipastoris, agropastoris ou agrossilvipastoris”.

Agrossilviculturais: quando se tem o cultivo de árvores e plantio agrícola;

Silvipastoris: cultivo de árvores associado com criação de animais;

Agrossilvipastoris: é a junção de árvores, culturas agrícolas e animais na mesma área, também conhecido como ILPF – Integração Lavoura, Pecuária e Floresta.

“Esses sistemas são capazes de verticalizar a produção. Enquanto nos monocultivos, a gente trabalha com duas dimensões, que são os espaçamentos em comprimento e largura, os sistemas agroflorestais a gente trabalha em andares também, intensificando a produção. Nem todas as plantas precisam estar a pleno sol o tempo todo, por exemplo, o café, o cupuaçu, o cacau, o açaí. São culturas que a gente pode ter em consórcio com outras”, afirmou o analista ambiental da Embrapa.

 

 

Proporciona maior rentabilidade ao produtor

Além de ser uma estratégia para recuperação de áreas que necessitam ser recompostas, os SAFs podem trazer mais rentabilidade ao produtor rural, que pode explorar melhor a terra com a verticalização da produção (cultivo em andares).  “A gente pode antecipar a remuneração da produção, utilizando culturas anuais nas entrelinhas de frutíferas, por exemplo, ou de árvores. E também é possível a gente recompor nosso passivo ambiental, recuperar as APPs degradadas e áreas de reserva legal, usando a tecnologia dos sistemas agroflorestal. A gente, além de trazer a segurança para o produtor, na adequação ambiental, regularizando a propriedade dele ambientalmente, mas também a verticalização da produção literalmente. A gente consegue fazer essa agricultura em andares, trazendo mais produção ao longo do ano. A gente não vai ter só uma safra, acaba tendo mais safras. A própria integração lavoura-pecuária-floresta é um tipo do sistema agroflorestal, mais simplificado, mas também é um tipo de sistema agroflorestal.”

Segundo Diego, cada vez mais produtores tem se tornado adepto dessa prática. Desde a década de 90, diversas instituições trabalham principalmente nas áreas de assentamentos rurais e nas áreas de conversão, para disseminar essas informações e levar oportunidades para os produtores. “Essas instituições trabalham para que o produtor possa  ter diversificação na produção, e não ficar dependendo só, por exemplo, da pecuária ou de uma cultura ou outra. A consorciação e diversificação de cultivos ajuda o produtor ter mais sustentabilidade no meio rural. Tem diversas frutas nativas, tanto nativas mais da Amazônia que não for em uma região ou uma se adapta muito bem aqui, a exemplo do próprio açaí, que, mas também frutas nativas. O pequi o baru. Então a gente pode trabalhar com a nossa flora regional, mas também podemos trazer espécies tanto nativas da Amazônia, nativas do Brasil, mas também espécies exóticas, a exemplo, do limão e outras espécies que se adaptam bem na região”.

 

Vantagens dos SAFs

Preservação do solo. (Há sempre alguma cultura na área);

Redução da erosão. (Árvores auxiliam como barreiras);

Recuperação da fertilidade do solo. (Decomposição de folhas e cascas de árvores);

Controle de plantas daninhas. (Os solos estão sempre “ocupados”);

Aumento da biodiversidade. (Aumento da microbiota e insetos no solo importantes para ciclagem de nutrientes);

Recuperação de áreas degradadas. (Amplamente utilizados em áreas onde é necessária a recuperação);

Rentabilidade ao longo do tempo. (Diferentes culturas com tempo de produção diferente);

Desenvolvimento sustentável. (Produção sustentável, com maior infiltração de água, maior capacidade de absorção do solo);

Redução de custos. (Redução do uso de fertilizantes e de agroquímicos).

 

Sobre a IDH

A Idh é uma organização global que atua para transformar os mercados. A Idh coloca as pessoas, o planeta e o progresso no centro do comércio, mobilizando o poder dos mercados para gerar empregos, rendas e um meio ambiente melhor com equidade de gênero para todos. Para atingir esse objetivo, reúne pessoas nas corporações, no setor financeiro global e nos governos com influência sobre as sobre as cadeias globais de valor para cocriar e coinvestir.

Com sede na Holanda, a Idh tem cerca de 380 funcionários em todo o mundo, operando em 20 países e 12 commodities e regiões de fornecimento, com mais de 1.000 parceiros públicos e privados. Em 13 anos de atuação, Idh gerou mais de 390 milhões de euros em investimentos do setor privado e apoio a novos modelos de negócios impactantes.

O trabalho da Idh é possível graças ao financiamento e à confiança de vários doadores públicos e privados, entre os quais os governos da Holanda e da Suíça e fundações privadas

Para obter mais informações, visite os sites www.idhsustainabletrade.com e www.idhlatam.com ou siga @IDHTrade no Twitter e LinkedIn.

 

Sobre o CAT Sorriso

O CAT Sorriso é uma associação sem fins lucrativos que reúne produtores rurais e se esforça pelo desenvolvimento tecnológico em harmonia com o meio ambiente. Com 21 anos de atuação, o Clube Amigos da Terra preza pela transparência de suas ações voltadas à preservação do meio ambiente, reconhecendo e valorizando a família do campo, construindo e consolidando trabalhos com resultados comprovados. O CAT Sorriso conta com o apoio da IDH na realização de seus projetos. Para saber mais, acesse: www.catsorriso.org.br.

Assessoria de Comunicação Cat Sorriso

Tâmara Figueiredo | (66) 99995 – 7316| [email protected]

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