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Pacto PCI Sorriso lidera certificação de soja RTRS em Mato Grosso

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Produtores do município tiveram 50% dos gastos com auditoria da certificação RTRS cobertos pela Bayer, por meio da plataforma Orbia.
A Bayer, em parceria com a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) e o Clube Amigos da Terra (CAT), apoiou diretamente a certificação de soja na região de Sorriso (MT) como parte de seu compromisso com a sustentabilidade na produção agrícola da região. A empresa subsidiou 50% do processo de auditoria para obter certificação da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) no principal polo produtor de grãos do país.
esde 2013, a Bayer e a RTRS trabalham juntas na conscientização da importância da certificação para os produtores. O subsídio abrange cerca de 25 produtores que integram o programa Cultivando a Vida Sustentável, cofinanciado pela IDH e o CAT de Sorriso. Os agricultores resgataram a auditoria por meio do programa de fidelidade Impulso Bayer na plataforma Orbia, marketplace de insumos, sementes e commodities. A área total das fazendas certificadas é de 128 mil hectares, sendo 75 mil hectares de área produtiva de grãos.
“Trabalhar com sustentabilidade e foco nas questões ambientais, sociais e econômicas é uma premissa da Bayer, por conta disso, entendemos que precisamos apoiar diretamente os produtores na busca deste equilíbrio e, também, aqueles que escolham ser certificados RTRS. Iniciativas como esta visam intensificar a adesão pela certificação de grãos, que é mais uma excelente alternativa para contribuir com uma agricultura mais sustentável, além de aprimorar o setor, colaboramos também na superação dos desafios e demandas que se impõem”, afirma Alessandra Fajardo, Diretora de Estratégia de Engajamento para agricultura e meio ambiente na Bayer para América Latina “, afirma Alessandra Fajardo, Diretora de Estratégia de Engajamento para agricultura e meio ambiente na Bayer para América Latina .
Este é o primeiro resultado do protocolo de intenções firmado entre a Bayer e IDH que tem o objetivo de promover a produção sustentável de commodities em larga escala, segurança alimentar, inclusão de pequenos agricultores, conservação de recursos naturais e mecanismos relacionados à captura de carbono.
Em Mato Grosso, o protocolo fomentou a adesão da Bayer ao Pacto PCI (Produzir, Conservar e Incluir) de Sorriso, município contemplado pela IDH para aterrizar as metas da Estratégia Estadual, PCI. “O engajamento de empresas é fundamental para que o modelo de desenvolvimento sustentável territorial ganhe escala e gere os impactos esperados por todas as partes envolvidas nessa construção coletiva”, adiciona Daniela Mariuzzo, diretora executiva da IDH no Brasil e do Programa de Paisagens Sustentáveis na América Latina.
Benefícios aos produtores
A certificação RTRS, de produção e cadeia de custódia, é um esquema que audita a soja – na forma de matéria-prima ou subproduto – seja originária de um processo ambientalmente correto, socialmente adequado e economicamente viável. A produção RTRS se baseia em cinco princípios de produção: cumprimento legal e boas práticas empresariais; condições de trabalho responsáveis; relações comunitárias responsáveis; responsabilidade ambiental e práticas agrícolas adequadas.
Esse processo não só colabora com a construção de uma cadeia de fornecimento mais sustentável como também traz benefícios diretos para o produtor, conforme explica Dudy Paiva, presidente do CAT Sorriso e proprietária da Fazenda Santana, que cultiva 900 hectares de soja e possui certificação RTRS desde 2014.
“Como é preciso estar adequado a 106 indicadores para obter a certificação, sentimos uma grande melhora na gestão da fazenda, com muito mais controle de todas as informações e processos. Fazemos o registro de todas as vezes que EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) são lavados, todos os momentos em que veículos são abastecidos, como o lixo doméstico é descartado e quantos cursos de capacitação são realizados pelos nossos funcionários. No dia a dia, esse tipo de controle colabora muito com o bom funcionamento da propriedade”, diz ela.
Além do retorno ambiental e social, obtido com a adoção de práticas sustentáveis, a certificação também garante retorno financeiro com a possibilidade de venda de créditos de soja ou soja física certificada RTRS para empresas interessadas em apoiar a produção de soja sustentável como RTRS, segundo Dudy. “É um retorno interessante porque funciona como um incentivo para o agricultor, e temos visto que há um interesse crescente em apoiar a produção sustentável de soja”.
Certificação no Brasil
A certificação de RTRS possibilita, no quesito ambiental, a preservação da biodiversidade e áreas de alto valor de conservação, melhora a qualidade do solo e auxilia a gestão de resíduos, entre outros aspectos. Em relação aos impactos sociais, observa-se a diminuição na quantidade de acidentes de trabalho, realização de treinamento para os colaboradores e interação com a comunidade no entorno das propriedades certificadas. Os benefícios econômicos são redução de custos, auxílio no monitoramento e administração de insumos e diminuição dos riscos operativos.
O Brasil é um dos maiores produtores de soja RTRS no mundo, sendo responsável por mais de 85% do volume total. Atualmente, são cerca de 10.000 produtores no mundo, e, em 2020, se certificaram 4 milhões de toneladas. Em relação à produção total por Estado, estudos apontam que o Maranhão e Mato Grosso são os que possuem a maior produção certificada em relação aos demais. No Maranhão, aproximadamente 25% da produção total já é certificada RTRS e no Mato Grosso mais de 1,8 milhão de toneladas são certificadas.
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