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CAT Sorriso homenageia agricultoras no Dia Internacional da Mulher

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Histórias que se cruzam e são comuns em todos os rincões do Brasil, casos de amor com a terra e com a vida. Seja em grande escala ou agricultura familiar, essas mulheres vivem do próprio suor e do trabalho duro no campo.

De acordo com dados de 2017 do IBGE, quase 1 milhão de mulheres comandam propriedades rurais no Brasil. Para ser mais exato, 947 mil realidades espalhadas por aí.

Histórias como a da pecuarista Rita de Cássia Pinto Hachiya, 37 anos, e 14 deles dedicados à atividade. “Ser mulher no mundo da pecuária é enfrentar muitos desafios. Temos que ter muita persistência e coragem, tenho muito orgulho do que eu faço”, diz.

Rita trabalha integralmente na propriedade com 15 animais no total. A lida começa cedo, às 4 da manhã é a hora da primeira ordenha, a última, lá pelas 5 da tarde. Ela tira o leite, faz os queijos a cada dois dias, faz as vendas e entregas, além de se dedicar ao cuidado dos animais.

Além de fabricar e vender os queijos, Rita trabalha todos os dias na lida com os animais

“Sempre digo ao meu filho: sou uma pessoa de sorte e espero ser o exemplo para outras mulheres que querem começar nesse ramo, mas que por algum motivo têm medo”, ressalta Rita.

A terra tem o poder de transformar vidas, como a da agricultora familiar Maria Helena Zimerman, 62 anos, que trocou a vida na cidade pelo campo em 2007 e não se arrepende. “Já passamos muita dificuldade, já fomos pobres, hoje eu fico olhando e apreciando a fartura que a terra nos dá”, diz ela, que planta goiaba, banana maçã e cultiva frangos também. “Sou feliz por ter fartura na minha casa, levar para os meus filhos cestas cheias de produtos da roça, produtos que nós produzimos. Hoje sou uma pessoa muito feliz”.

Há casos em que o gosto pelo trabalho no campo vem de longa data, ou de geração para geração para ser mais exato. Filha de agricultores, Ledair Salete Cella tem 60 anos, 34 deles dedicados ao mundo agro. “Gosto de ver a beleza das transformações no manejo das culturas”.

O trabalho na fazenda é constante e o plantio das culturas varia de acordo com a época do ano, tudo vai se adequando e se adaptando. “Ser mulher no mundo agro é gratificante, hoje temos acesso a tudo e somos respeitadas”, afirma Ledair ressaltando que é preciso acompanhar as mudanças no mercado. “Não podemos parar no tempo”.

Ledair diz que o gosto pelo trabalho no campo está no sangue


Nascer e crescer nesse mundo foi o caso da agricultora Conceição Missio, que começou na pecuária, plantio de feijão, milho e arroz. Depois migrou de culturas, hoje trabalha bastante com o manejo de soja e se orgulha das colheitas em grande escala. “A agricultura sempre fez presença na minha vida”, afirma.

Como essas mulheres, temos milhares de outras histórias espalhadas pelo Brasil. O CAT Sorriso tem orgulho de fazer parte e apoiar o desenvolvimento do empreendedorismo feminino. Neste Dia Internacional da Mulher queremos agradecer a confiança de todas as produtoras!

Nos últimos anos, o CAT, em parceria com o IDH, realizou os Fóruns da Mulher através do Projeto Cultivando Vida Sustentável, com diversos exemplos de empreendedorismo e valorizando o produto da terra. Devido a pandemia, esse evento terá de ser idealizado de maneira remota, a ideia é levar ao site do CAT uma feira virtual, mostrando tudo o que a Agricultura Familiar produz e suas histórias com o campo.