fbpx
capa

Projeto do CAT Sorriso contribuiu para aumento da soja certificada em 2017 no Brasil

Compartilhe nas redes sociais

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no print
Compartilhar no email

Cerca de 4 milhões de toneladas de soja certificadas RTRS foram disponibilizadas no mercado em 2017 – um aumento de 900 mil toneladas em relação a 2016. Esses valores se encaixam na tendência de crescimento anual da oferta; em apenas quatro anos, o volume anual de soja certificada pela RTRS mais que triplicou. Ou seja, o volume de soja produzido atualmente de acordo com os padrões mais rigorosos, transparentes e holísticos em matéria de certificação ambiental e social aumentou em vários milhões de toneladas, sem que a produção causasse qualquer desmatamento.

Em Sorriso, a produção está sendo certificada através do projeto “Gente que Produz e Preserva” do Clube Amigos da Terra, o CAT Sorriso em parceria com a WWF Brasil. No município, maior produtor mundial de soja, são 27 fazendas certificadas e/ou em processo de certificação. Desde que começou, em 2015, o projeto já certificou a produção de 54.670,00 hectares.

Para o presidente do CAT, Darcy Getulio Ferrarin, a certificação só tem benefícios. “Além de melhorar a gestão da propriedade, valorizar os colaboradores e produzir seguindo leis abientais e trabalhistas, o produtor rural ainda recebe pela produção responsável através da venda de créditos“, disse o presidente.

Dados do final de 2017 indicam que este foi mais um ano de grande crescimento para a Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS), com o aumento considerável de toneladas de soja produzida e certificada e, principalmente, o crescimento constante do número de empresas que exigem soja certificada pela RTRS e evidenciam seu compromisso com a aquisição de soja responsável.

O aumento da demanda por soja responsável é um dos principais incentivos para os produtores ampliarem ainda mais a certificação de suas culturas. Embora ainda exista soja certificada pela RTRS à espera de compra – tanto na forma de créditos quanto nas cadeias de suprimento de balanço de massa – a RTRS está empenhada no fomento contínuo à demanda.

Com o compromisso de desenvolver e melhorar suas atividades constantemente, e de buscar um futuro em que 100% da soja produzida e comprada globalmente seja produzida de forma responsável, a RTRS desenvolveu novos relacionamentos e formas práticas de trabalhar em 2017.

O Aquaculture Stewardship Council (ASC) reconheceu a RTRS como o padrão de certificação de soja mais relevante para o meio ambiente, e incorporou o requisito para que os produtores de alimentação animal usem soja certificada pela RTRS como parte de seu compromisso de reduzir os impactos ambientais e sociais da aquicultura. A RTRS tem o prazer de ver o ASC se juntar a várias outras organizações que já incorporaram o padrão RTRS em seus sistemas internos de certificação. Graças a essa relação, mais de 11 mil créditos RTRS já foram vendidos em 2017 para empresas da indústria de salmão.

O padrão passou por duas atualizações importantes em 2017, refletindo o compromisso de melhorar continuamente a qualidade de suas práticas de certificação. Em junho de 2017, a RTRS anunciou uma atualização que compromete todos os seus produtores à interrupção progressiva do uso do Paraquat, e proíbe qualquer uso do Paraquat na produção de soja certificada pela RTRS a partir de 2021.

Em relação ao desempenho da RTRS em 2017 e aos planos para 2018, Marcelo Visconti, Diretor Executivo da RTRS, afirma que 2017 demonstrou que a demanda por soja da mais alta qualidade e de origem responsável vem crescendo no mundo inteiro. “Hoje, a RTRS – com seu padrão de certificação de soja transparente e robusto – é o parceiro perfeito para garantir que a soja que tenha impactos sociais e ambientais mínimos e, ainda mais importante, não gere desmatamento“, comenta.