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Projeto de reciclagem do CAT muda rotina em escolas municipais

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Quatro escolas de Sorriso mostraram que merecem nota 10 quando o assunto é a preocupação com o meio ambiente. Professores e alunos aceitaram implantar na escola o projeto “Aprendendo a Reciclar” do Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso).

A intenção era mobilizar a comunidade escolar para reunir o maior número de embalagens vazias e dar um destino correto a esse material. Três anos se passaram e o projeto continua mais sério do que nunca.

Na escola Ivete Lurdes Arenhardt, uma gincana serve de incentivo aos estudantes. A sala que mais levar embalagens para a escola ganha prêmio. “Pode ser picolé, uma tarde divertida em um clube enfim, imagina se eles não gostam? Sem falar que todo o material reciclado que é vendido, deixa de ir para o meio ambiente”, explicou o professor Atílio Oliveira.

Jogada no meio ambiente uma lata de alumínio, por exemplo, demora de 100 a 500 anos para se decompor. Se reciclada pode ter 100% de reaproveitamento. Depois de derretido, o alumínio volta para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Para guardar e arrecadar as embalagens, a escola Aureliano Pereira da Silva, criou um eco-ponto. O espaço coberto abriga os bags onde são guardadas as embalagens até o dia da venda. A orientadora da escola, Normélia Comelli conta que a estrutura fica nos fundos da escola e diariamente funcionários da unidade recolhem sacolas cheias deixadas por moradores. “Nós colocamos ganchos do lado de fora da cerca e moradores do nosso e de outros bairros guardam garrafas e latinhas e trazem pra gente”, disse a orientadora.

Além de recompensar os alunos que se envolvem com a coleta, a escola utilizou o dinheiro da venda do material para fazer uma horta. Alface, rúcula, cenoura e diversos temperos ocupam os canteiros cuidados pelos próprios alunos. O adubo utilizado na horta vem da compostagem, um processo de transformação da matéria orgânica encontrada no lixo, incentivada pelo CAT. Matheus dos Santos Almeida, de 8 anos, ajuda na escola mas também levou o que aprendeu, pro quintal de casa. “Eu e a minha mãe fizemos uma horta e sou eu que molho duas vezes por dia. É muito legal”, comemorou o estudante.

Tudo que é produzido na horta da escola é usado na merenda. O lanche ficou mais saudável também na escola Francisco Donizete de Lima, no bairro nova aliança. A horta orgânica foi construída e é mantida com o dinheiro da venda dos materiais recicláveis. A diretora Laíse Cecília Sloboda conta que a produção é tanta que os alimentos também são disponibilizados para os alunos. “Cada mês os alunos de uma sala levam o que tem na horta pra casa. As vezes tem couve, tempero verde, alface. Seja o que for, ajuda a complementar a alimentação das famílias”, disse a diretora.

Por isso, a busca por embalagens não pára, seja de forma individual ou coletiva. “Teve um dia que a gente fez grupos e saiu na casa de todo mundo aqui do bairro pedindo se tinha garrafas pets e latinhas. Aí a gente recicla e ajuda a escola”, contou o estudante Pablo Sena Negreiros.

Para a diretora Laíse Cecília Sloboda, mais que educar a escola está cumprindo o papel de formar cidadãos conscientes. “Eles são os transmissores da corrente do bem. Além de limpar o bairro ajudam a escola”, afirmou a diretora.

A escola Primavera no Distrito de Primaverinha, também participa do projeto, e tem motivado os professores e alunos referente a gestão do lixo, compostagem e no cultivo da horta.

A realidade vista de perto deixou a secretária executiva do CAT, Lenira Arsego, orgulhosa. “Para nós do CAT é gratificante ver que está sendo criada uma nova cultura nessa nova geração que vem já com uma mentalidade diferente em ver que o lixo atualmente não é mais lixo, tornou-se material que pode ser transformado e comercializado. O projeto engajou alunos, professores e se estendeu para a comunidade. É um trabalho de transformação dessas crianças e da comunidade como um todo“, disse orgulhosa Lenira Arsego.

Para saber mais sobre o Projeto “Aprendendo a Reciclar” entre em contato com o CAT pelo telefone (66) 3544-3379.