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Nove produtores rurais de Sorriso, a capital Nacional do Agronegócio, mostraram que são comprometidos com o plantio sustentável da soja no mundo e serão premiados com a venda de créditos negociados na plataforma RTRS, sigla em inglês para a Round Table on Sustainable Soy.

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Só no ano passado o valor dos prêmios pago aos produtores rurais, de vários países, ultrapassou US$ 6 milhões de dólares. Ao todo foram comercializadas 2,1 milhões de toneladas de soja com selo RTRS, 70% mais que em 2014. O Brasil representou metade desse mercado: 1,2 milhão de toneladas, de uma produção total que alcançou 96,2 milhões de toneladas na safra 2014/15.

Em valores, os produtores brasileiros receberam R$ 14 milhões extras, graças a certificação que visa uma produção ambientalmente correta, socialmente adequada e economicamente viável – o tripé da sustentabilidade.

Pelo sistema, cada tonelada certificada dá direito a um crédito que pode ser negociado na plataforma da RTRS. Os créditos dos produtores de Sorriso foram negociados em média a US$ 2,75.

Em Sorriso o processo de certificação das propriedades começou em novembro de 2013 através do projeto Gente que Produz e Preserva do Clube Amigos da Terra (CAT), com apoio da WWF Brasil, Solidariedad, IDH e Bel.

Criada em 2006, a RTRS é uma associação global com quase 11 mil produtores e 66 empresas, que tenta promover um sistema de produção responsável na cadeia da soja. Por um lado, certifica produtores interessados em acessar mercados que pagam mais pela garantia de que o grão não vem atrelado a complicações – como desmatamento ilegal. Por outro, conecta esses produtores a empresas com compromissos ambientais, como garantia de origem e rastreabilidade da matéria-prima.

Para o presidente do CAT, Darcy Getúlio Ferrarin, o número pequeno de produtores em busca da certificação está associado à falta de informação e à demanda da indústria pelo grão certificado. “Quando certificamos as nove propriedades em Sorriso, outros produtores procuraram o CAT para entrar no processo. Isso deve acontecer agora com o pagamento dos bônus. É uma prova de que vale a pena investir em boas práticas agrícola e confiar no trabalho desenvolvido pelo Clube Amigos da Terra”, afirmou o presidente.

Para a diretora de sustentabilidade do CAT, Cynthia Moleta Cominesi, os benefícios da certificação vão muito além do prêmio. “O produtor organizou a propriedade e entendeu a importância da gestão na fazenda. Com tudo em ordem, ele também reduziu os riscos de punições ambientais e trabalhistas”, explicou Cominesi.

A cerimônia de pagamento dos bônus provenientes da venda dos créditos aos produtores de Sorriso está marcada para o dia 23 de março, no auditório da OAB às 19:30 horas.

As fazendas certificadas são: Jaborandi, São Felipe, Dakar, São Marcos, Santana, Videirense, Cella, Berrante de Ouro e Santa Maria da Amazônia (juntas totalizam 21.342 hectares).
 
Recentemente o CAT iniciou o processo de certificação em outras 24 fazendas.

Contato:

O Clube Amigos Da Terra está aberto para receber novos produtores interessados em fazer parte do Projeto Gente que Produz e Preserva. O CAT fica no segundo piso do Sindicato Rural de Sorriso e o telefone de contato é o (66) 3544-3379.

Visite também o nosso site www.catsorriso.com.br nele é possível conhecer o projeto e ter acesso ao guia passo a passo parasse tornar um produtor de soja RTRS.

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